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sábado, 16 de abril de 2011

Poesia: Tempos Outrora

Em tempos outrora eu havia  me consumido
Em tempos outrora eu estava distraído
Em tempos outrora eu me mantinha disperso
Nestes tempos tão sombrios não me encontrava
nem sequer me lembrava de quem eu era
tudo em tempos outrora
Hoje já me encontro
mas em tempos outrora pensava
já então que, não havia mais solução
me mantinha em solidão e
achava mesmo que tinha que ser assim
que tudo estava terminado, sem  importância
eu era insignifacante
sim, me fizeram acreditar
e cheguei mesmo a desejar
que era para estar por terminar
E naquela paz interior tão encontrada
e tão procurada queria estar por terminar
assim, e não mais acordar
estar livre...
Mas isso em tempos outrora
mas agora agradeço por acordar
e acordar.
Mas agora há um motivo que me move a acordar
e levantar e quando lembro de ti
vejo que tudo tem um significado
e o que em tempos outrora
não me valia de  nada
hoje são preciosidades em minhalma
Quando te vejo
sinto que eras para te sentir
E quando te sinto sei que eras para te encontrar
E quando te encontro, há...
Mas isso agora, com muito prazer, agora,
não mais em tempos tempos outrora.


Autor: Fábio Moraes

Poesia: Sei que devo ir

Há amor, sei que devo ir
mas pra onde, renuncio...
Há amor, porque tiraste isso de mim, o que...
Sim amor eu vou renunciar
que tristeza seu amor...
Sim, vou-me embora
não mas agora não, será...


Devo amor te deixar partir
devo isso a você
e você deve ir, sim, seu rumo
por aqui fico eu sem rumo.. .
Não importa-se comigo, por aqui eu fico
e a história...
Não será contada por nossos netos
mas ficaremos gravadas no passado
ao vento, ao relento, na chuva fina de tempos atrás
no toque gélido nos olhos fulgás
lembra-se...
Há amor, sei que voçê vai
então só me resta ficar pra tráz
para finalizar um começo
apagar os rastros
deixe que eu observo, te observo, te imagino
e quando virares a esquina
não mais te verei
há, mulher, quem sabe um dia te encontrarei
Sim amor vá, siga feliz
eu aguardo, seu retrato em minha mente
sua face se palidecendo,como fotos antigas
e um amargo vai vir atona, na garganta
ficarei, apagarei nossos rastros
mas na história gravada
e quem sabe um dia uma maquina será inventada
e seremos observados
então num lapso do tempo ficaremos ali plantados
nem que seja por um milésimo de segundo
talvez puxem o fio,e não mais precisaremos partir,
você partir.
Há amor, vá, siga
por que tiraste isso de mim
devo partir...

Autor: Fabio Moraes