Há amor, sei que devo ir
mas pra onde, renuncio...
Há amor, porque tiraste isso de mim, o que...
Sim amor eu vou renunciar
que tristeza seu amor...
Sim, vou-me embora
não mas agora não, será...
Devo amor te deixar partir
devo isso a você
e você deve ir, sim, seu rumo
por aqui fico eu sem rumo.. .
Não importa-se comigo, por aqui eu fico
e a história...
Não será contada por nossos netos
mas ficaremos gravadas no passado
ao vento, ao relento, na chuva fina de tempos atrás
no toque gélido nos olhos fulgás
lembra-se...
Há amor, sei que voçê vai
então só me resta ficar pra tráz
para finalizar um começo
apagar os rastros
deixe que eu observo, te observo, te imagino
e quando virares a esquina
não mais te verei
há, mulher, quem sabe um dia te encontrarei
Sim amor vá, siga feliz
eu aguardo, seu retrato em minha mente
sua face se palidecendo,como fotos antigas
e um amargo vai vir atona, na garganta
ficarei, apagarei nossos rastros
mas na história gravada
e quem sabe um dia uma maquina será inventada
e seremos observados
então num lapso do tempo ficaremos ali plantados
nem que seja por um milésimo de segundo
talvez puxem o fio,e não mais precisaremos partir,
você partir.
Há amor, vá, siga
por que tiraste isso de mim
devo partir...
Autor: Fabio Moraes
Tudo é branco e absurdamente gelado, uma espessa camada de neve os atinge até os joelhos retardando suas travessias e uma fina e contínua chuva teima em cair sob forte vento... Sua mão aperta a clava de osso que chega a estalar perante a força desprendida... Então algo monstruoso... É assim que se inicia esta ficção. Agora só resta desejar a todos uma boa leitura e bom divertimento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário